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Fundo de pensão dos servidores de Limeira investe em fundos imobiliários e no Banco Master

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Reportagem: Fernando Garayo

Aplicações incluem mais de R$ 850 mil em fundo imobiliário em Osasco e recursos em banco que virou alvo de questionamentos no mercado financeiro

Limeira (SP) O fundo de pensão dos servidores públicos da Prefeitura de Limeira realizou investimentos em fundos imobiliários e em ativos ligados ao Banco Master, instituição financeira que passou a ser alvo de atenção de órgãos reguladores e de questionamentos no mercado. As aplicações envolvem recursos que pertencem aos servidores ativos, aposentados e pensionistas do município.

Levantamento sobre a carteira de investimentos do instituto previdenciário municipal aponta que parte do patrimônio foi direcionada a fundos imobiliários localizados em São Paulo e no Distrito Federal, além de aplicações financeiras relacionadas ao Banco Master.

 Investimentos em fundos imobiliários

Entre os ativos identificados estão:

Osasco Properties – Fundo de Investimento Imobiliário (FII)
São Paulo
R$ 854.339,00

O fundo atua no segmento de imóveis corporativos e comerciais na Região Metropolitana de São Paulo. Apesar de ser uma modalidade comum no mercado financeiro, esse tipo de investimento está sujeito a riscos como vacância, variação do mercado imobiliário e baixa liquidez.

SP Meridiano Brasília Graveyard & Death Care Services – FII
Distrito Federal
R$ 41.600,00

O fundo investe em empreendimentos ligados a serviços funerários e cemitérios, um nicho específico do mercado imobiliário. Embora seja visto por alguns investidores como um setor de demanda estável, especialistas apontam que o modelo exige análise criteriosa quando envolve recursos previdenciários.

Especialistas em previdência pública alertam que fundos de pensão de servidores não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que significa que eventuais perdas recaem diretamente sobre o patrimônio previdenciário.

Debate sobre riscos e governança

A política de investimentos reacende o debate sobre gestão de riscos, governança e transparência na administração de recursos previdenciários municipais. Para especialistas, embora aplicações em fundos imobiliários e títulos privados não sejam ilegais, elas exigem cautela redobrada.

“Quando se trata de previdência pública, a prioridade deve ser a segurança dos recursos, e não a busca por rentabilidade elevada”, avalia um economista ouvido pela reportagem.

 Cobrança por transparência

A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Limeira (Sindsel), Nicinha Lopes disse à reportagem que o sindicato tem uma preocupação com o que ocorre com o dinheiro da previdência do trabalhador e que a cobrança vai ser mais rigorosa por parte do sindicato.

“Quando se trata de previdência pública, a prioridade deve ser a segurança dos recursos, e não a busca por rentabilidade elevada”, Disse Nicinha.

O tema também pode atrair a atenção de tribunais de contas e órgãos de fiscalização, responsáveis por acompanhar a correta aplicação de recursos públicos.

 Impacto direto nos servidores

O fundo de pensão administra recursos que garantem o pagamento de aposentadorias e pensões de servidores municipais. Por isso, decisões de investimento têm impacto direto no futuro financeiro de milhares de famílias em Limeira.

O portal segue acompanhando o caso e aguarda posicionamento oficial da Prefeitura de Limeira e do instituto de previdência sobre os investimentos realizados e os critérios adotados.

 

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