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Última foragida do 8 de Janeiro a limeirense Michely Paiva será deportada dos EUA: empresária de Limeira é condenada por atos golpistas

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Por Fernando Garayo– 2 de março de 2026

Bolsonaristas durante depredação dos três poderes em 08 de janeiro de 2023

LIMEIRA (SP) – O juiz de imigração dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira (28) deportar a empresária limeirense Michely Paiva Alves, de 38 anos, considerada a última foragida da Justiça brasileira pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A sentença encerra um processo de extradição que se arrastava desde o segundo semestre de 2024, quando Michely foi detida na Flórida após entrar no país de forma irregular.

Segundo a decisão o julgamento deve ocorrer em 11 de março, Michely Paiva deve ser entregue às autoridades brasileiras. O Departamento de Imigração dos EUA considerou que a empresária violou leis migratórias e rejeitou o pedido de asilo político apresentado por sua defesa, que alegava perseguição ideológica no Brasil.

Condenação no Brasil

Michely Paiva Alves foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2023 pelos crimes relacionados à invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023. Na ocasião, ela foi filmada participando da invasão ao prédio do Congresso Nacional e incitando outros manifestantes a resistirem à ordem de dispersão das forças de segurança.

De acordo com a sentença do STF, Michely foi condenada a 17 anos de prisão, pelos seguintes crimes:

  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Golpe de Estado
  • Dano qualificado com violência
  • Deterioração do patrimônio tombado
  • Associação criminosa armada
  • Financiamento de atos golpistas

A empresária estava usando tornezeleira eletrônica enquanto aguardava o julgamento no superior tribunal Federal (STF), violou a tornezeleira e fugiu do Brasil logo após a decretação da prisão preventiva. Desde então, constava na lista vermelha da Interpol e era considerada foragida da Justiça brasileira.

Empresária bolsonarista

Michely Paiva e conhecida por sua militância bolsonarista nas redes sociais. Ela organizou caravanas para manifestações em Brasília, financiou um ônibus com 30 pessoas que saíram de Limeira e participou de acampamentos em frente a quartéis após a eleição de 2022.

Desde sua prisão nos EUA, familiares e aliados passaram a fazer campanha pela sua libertação, classificando-a como “presa política”. A defesa chegou a alegar que Michely não teve julgamento justo e que estaria em risco caso retornasse ao Brasil, o que foi rejeitado pela corte norte-americana, que reconheceu a legitimidade do processo judicial brasileiro.

Governo brasileiro se prepara para recebê-la

Segundo o Ministério da Justiça, o Brasil já foi comunicado oficialmente da decisão. A Polícia Federal deverá organizar o transporte da detenta, que desembarcará sob escolta no aeroporto de Brasília, onde deverá cumprir inicialmente a pena em regime fechado.

A Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal avaliam que a deportação representa o encerramento simbólico da fase de buscas por foragidos do 8 de janeiro. Ao todo, mais de 1.300 pessoas foram denunciadas pelos atos golpistas, e cerca de 400 já foram condenadas.

A extradição de Michely Paiva deve reacender o debate sobre o uso de redes internacionais por extremistas para escapar da Justiça e a cooperação entre países no combate ao terrorismo doméstico e ataques à democracia.

 

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