
A aprovação da Medida Provisória 1.313/2025, que cria o Programa Gás do Povo, foi mais do que uma vitória numérica do governo no plenário da Câmara dos Deputados. Com 415 votos favoráveis e apenas 29 contrários, a votação expôs, de forma cristalina, um racha político e moral sobre o papel do Estado diante da pobreza extrema no Brasil.
O programa substitui o modelo anterior de repasse em dinheiro por um sistema que garante o botijão de gás diretamente às famílias de baixa renda, inscritas no CadÚnico. Trata-se de um item básico para cozinhar alimentos — algo que, nos últimos anos, voltou a ser luxo para milhões de brasileiros, forçados a recorrer a lenha, álcool ou restos de madeira para preparar refeições.
Os 29 deputados que votaram contra a MP 1.313/2025
Adriana Ventura — NOVO — São Paulo (SP)
Gilson Marques — NOVO — Santa Catarina (SC)
Luiz Lima — NOVO — Rio de Janeiro (RJ)
Marcel van Hattem — NOVO — Rio Grande do Sul (RS)
Ricardo Salles — NOVO — São Paulo (SP)
Bia Kicis — PL — Distrito Federal (DF)
Bibo Nunes — PL — Rio Grande do Sul (RS)
Carlos Jordy — PL — Rio de Janeiro (RJ)
Chris Tonietto — PL — Rio de Janeiro (RJ)
Daniel Freitas — PL — Santa Catarina (SC)
Delegado Paulo Bilynskyj — PL — São Paulo (SP)
Eros Biondini — PL — Minas Gerais (MG)
Julia Zanatta — PL — Santa Catarina (SC)
Junio Amaral — PL — Minas Gerais (MG)
Luiz Philippe de Orleans e Bragança — PL — São Paulo (SP)
Marcos Pollon — PL — Mato Grosso do Sul (MS)
Mario Frias — PL — São Paulo (SP)
Mauricio Marcon — PL — Rio Grande do Sul (RS)
Nikolas Ferreira — PL — Minas Gerais (MG)
Ricardo Guidi — PL — Santa Catarina (SC)
Rodolfo Nogueira — PL — Mato Grosso do Sul (MS)
Sanderson — PL — Rio Grande do Sul (RS)
Sargento Gonçalves — PL — Rio Grande do Norte (RN)
Zé Trovão — PL — Santa Catarina (SC)
Guilherme Derrite — PP — São Paulo (SP)
Tião Medeiros — PP — Paraná (PR)
Geovania de Sá — PSDB — Santa Catarina (SC)
Kim Kataguiri — UNIÃO — São Paulo (SP)
Nicoletti — UNIÃO — Roraima (RR)
Repercussão e posicionamentos
A votação trouxe à tona tensões políticas em torno de programas sociais em ano eleitoral. Enquanto o governo argumenta que a MP é essencial para reduzir o custo de vida de famílias vulneráveis, deputados contrários questionaram se os modelos de crédito frio e os mecanismos de credenciamento de revendas atendem adequadamente à população alvo, além de ponderarem o impacto fiscal do programa.
Analistas parlamentares também destacaram que o maior número de votos contrários veio de bancadas do PL e do NOVO, partidos tradicionalmente associados a propostas de menor intervenção estatal, bem como de alguns parlamentares do PP, PSDB, UNIÃO BRASIL, refletindo divisões internas sobre políticas sociais no Congresso.
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