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O aumento do IPTU e da Taxa de Serviços Urbanos (TSU) entrou definitivamente na pauta política de Limeira. As altas, aprovadas em regime de urgência pela Câmara de Vereadores na última segunda-feira, 26 de outubro, provocaram uma disputa entre a Prefeitura e vereadores contrários à medida, incluindo postagens nas redes sociais.
Ao mesmo tempo, uniu lados opostos na acirrada disputada presidencial do 2º turno. Apoiadores de esquerda e de direita estarão juntos na sessão da Câmara Municipal da próxima terça-feira, dia 3 de novembro, para reclamar da medida adotada pelo prefeito Murilo Félix.
Porém, os críticos da medida não estão dispostos a deixar o tema silenciar até lá, ainda mais em meio a um feriado prolongado.
A coleta de assinaturas organizada pelo ex-vereador Betinho Neves ganhou o reforço dos parlamentares João Bano (Solidariedade), Mariana Calsa (PSB) e Tatiane Lopes (Avante). Todos passaram pelo ponto de coleta, na praça Toledo Barros, e registraram o apoio ao abaixo-assinado contrário à medida que encarece o IPTU em 15% e a TSU em 33% (a prefeitura cita 15% e 21%, respectivamente).
Queixas dos bairros ao Centro
A reação nas redes sociais sinaliza que Murilo Félix terá dificuldades com o tema. Um dos materiais apresentado por Betinho, que faz oposição ao prefeito, aponta ainda o Parque Nossa Senhora das Dores e o Centro como os bairros de maior número de críticos.
Ou seja, os limeirenses de diferentes perfis sociais e de renda rejeitam a medida, inclusive por meio de postagens no Whatsapp com os nomes dos vereadores contrários e favoráveis à alta.
A participação de entidades da sociedade deve reforçar as queixas. A União Sindical dos Trabalhadores de Limeira (USTL) se posicionou contrária à medida – leia aqui.
“Fake news”, reage prefeitura
O secretário municipal da Fazenda, Valmir Barreira, foi destacado para falar pelo governo sobre a decisão tomada quanto aos impostos. Sua posição consta no final de uma nota do governo que classificou de “fake news” a forma como o tema vem sendo abordado.
“A Prefeitura vem a público desmentir informações falsas que circulam sobre uma suposta criação da Taxa do Lixo no município. A cobrança foi criada em fevereiro de 2022, por meio do Projeto de Lei Complementar (PLC) 27/2021, mas revogada em setembro de 2025, por meio do PLC 31/2025, através de iniciativa do prefeito Murilo Félix. Os dois projetos estão disponíveis para consulta no site da Câmara Municipal”, diz a nota.
“A informação é importante para esclarecer o que foi aprovado nesta segunda-feira. A proposta não recria a Taxa do Lixo, mas atualiza o IPTU e promove o realinhamento da TSU. As mudanças terão efeitos a partir de 2028 e atendem orientações do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), limitando o impacto para os contribuintes”, informa o governo.
A vereadora Mariana Calsa foi na postagem no perfil da Prefeitura para rebater a informação, cobrando acesso às orientações do TCE e estudos técnicos sobre os impactos da medida.
A proposta evitará “transferir todo o impacto para a população de uma só vez”, informa a prefeitura. Barreira diz que, “no caso da TSU, o reajuste necessário para cobrir integralmente o custo do serviço seria superior a 80%. No IPTU, a atualização foi fixada em 15%, justamente para evitar aumentos muito maiores”.
Veja a íntegra da nota aqui. O NJ Notícias está aberto a manifestações dos citados no texto, em caso de eventuais divergências.
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