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Coluna: Mulher Real em Foco Onde o Medo se Esconde:  Identificando a Violência que Não Deixa Marcas na Pele

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Dra.Simone de Cássia Portela Barbosa,

Você merece um espaço onde possa ser você mesma, sem medo e sem culpa.”

Neste mês, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, proponho uma progressão temática. Após falarmos sobre o impacto da violência e a importância da educação e do respeito, abordaremos a Violência Psicológica e o Controle Invisível.

Este tema é fundamental porque representa o estágio que antecede a violência física. Muitas vezes, nem a mulher nem o homem percebem que o ciúme excessivo ou a vigilância constante são formas de violência que precisam ser interrompidas na base.

Já discutimos o feminicídio e a necessidade urgente de uma educação baseada no respeito. Hoje, precisamos lançar luz sobre a violência que não deixa hematomas, mas que aprisiona: a violência psicológica. O mundo cada vez mais digital, por isso, temos ganhos, mas outras situações que podem ser tornar um problema, tornando os acontecimentos ainda mais sofisticados e perigoshg              qb HGYA4 A.

Muitas vezes, o ciclo de abuso começa de forma “doce”, com um excesso de cuidado que se transforma em controle: “Mande sua localização para eu saber se você está bem” ou “Se você me amasse, não sairia com aquelas amigas”. O controle do celular, das senhas e da vida social não é prova de amor; é a primeira cerca de uma prisão invisível.

É preciso que o homem entenda que o ciúme não justifica o monitoramento. Amar alguém é admirar sua liberdade, não tentar contê-la. O homem que se sente no direito de vigiar os passos da parceira ou de diminuir sua autoestima para mantê-la ao seu lado está praticando uma forma cruel de agressão. O “novo homem” precisa ter a segurança emocional de saber que o espaço da mulher é dela, e que a confiança é o único elo real de um relacionamento saudável.

Para a mulher, o desafio é identificar o abuso antes que ele se torne físico. A violência psicológica age como um veneno lento: ela retira sua autoconfiança até que você sinta que não consegue viver sem o agressor. É o chamado Gaslighting — quando o parceiro faz você acreditar que está ficando louca ou que é a única culpada pelas brigas.

Atenção aos sinais: se você sente medo de contar algo ao seu parceiro, se ele controla seu dinheiro ou se você se isolou de quem ama por causa dele, você está vivendo uma situação de violência.

A lei já reconhece a violência psicológica como crime através da Lei 14.188/2021. Mas, antes do tribunal, precisamos da consciência. Educar nossos jovens para relacionamentos saudáveis significa ensinar que privacidade é um direito e autonomia é liberdade. O foco da nossa coluna hoje é encorajar você, leitor e leitora, a avaliar: seu relacionamento, se é baseado no diálogo ou no medo? Na confiança ou no controle?

O desrespeito silencioso é o rascunho da tragédia. Que saibamos apagar esse rascunho enquanto ainda há tempo. A violência psicológica não deixa marcas na pele, mas corrói a alma e aprisiona a mente. Reconhecer o problema é o primeiro passo para a liberdade. Se você se identifica com essa situação, procure ajuda. O abuso não é amor.

Se você se identifica com essa situação, não sofra em silêncio. Procure ajuda:

Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Anônimo e gratuito).

Busque sua rede de apoio: Amigos, familiares ou profissionais de psicologia.

Respeite a privacidade. Valorize a liberdade.

 

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