Reportagem- Fernando Garayo- Imagens Aline Diniz

Mobilização organizada por estudantes da Unicamp, lideranças sindicais, partidos políticos e movimentos sociais defendeu a reeleição de Lula, a educação pública gratuita, o SUS e o compromisso de que a ditadura nunca mais se repita no Brasil.
LIMEIRA (SP) — Estudantes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), lideranças sindicais, representantes partidários e integrantes de movimentos sociais participaram, na sexta-feira (16), em Limeira, de uma mobilização política em defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos sociais. Com o lema “Vira Voto”, o ato teve como uma de suas principais bandeiras o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A atividade foi convocada para a região da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp, na entrada do campus, na Avenida Cônego Manoel Alves, e reuniu pautas relacionadas à defesa das instituições democráticas, à educação pública e gratuita, ao Sistema Único de Saúde (SUS), às liberdades individuais e à preservação dos direitos dos trabalhadores.
A convocação foi divulgada por meio de uma mobilização conjunta de estudantes, trabalhadores, coletivos e movimentos sociais. A proposta era ampliar o diálogo com a população e estimular a participação política em um momento decisivo da disputa presidencial de 2026.
Educação pública e SUS no centro do debate
A defesa da universidade pública e gratuita esteve entre os principais temas da mobilização. Para os organizadores, a educação pública representa um instrumento de inclusão social, produção científica e ampliação de oportunidades para jovens de diferentes condições econômicas.
A pauta também incluiu a defesa do SUS, sistema responsável por garantir atendimento de saúde à população brasileira. O acesso universal à saúde e à educação foi apresentado como parte de uma agenda mais ampla de proteção dos direitos sociais e de fortalecimento dos serviços públicos.
A presença de estudantes da Unicamp também colocou em evidência o papel da juventude no debate sobre os rumos do país. A participação estudantil ocorre em meio a iniciativas de entidades universitárias que, neste segundo turno, anunciaram mobilizações em defesa da democracia, das universidades públicas e dos direitos sociais.
Sindicatos e movimentos sociais defendem direitos dos trabalhadores
As lideranças sindicais e os movimentos sociais envolvidos na articulação trouxeram para o debate questões relacionadas às condições de trabalho, à proteção social e à manutenção de direitos conquistados ao longo das últimas décadas.
A mobilização em Limeira faz parte de um contexto de articulação de entidades sindicais e movimentos sociais da região para dialogar com a população durante o segundo turno das eleições presidenciais.
Entre as preocupações presentes nesse debate estão à jornada de trabalho, a valorização dos salários, as aposentadorias e a preservação das políticas públicas que atendem à população de menor renda.
O encontro também reforçou a tentativa de aproximar diferentes segmentos sociais em torno de pautas comuns, reunindo estudantes, trabalhadores, representantes partidários e ativistas.
“Ditadura nunca mais”: memória e defesa das liberdades
Outro eixo da manifestação foi o compromisso com a democracia e a rejeição a qualquer possibilidade de retorno a um regime autoritário.
A expressão “Ditadura nunca mais” remete à memória da ditadura militar brasileira, iniciada com o golpe de 1964 e marcada pela restrição das liberdades políticas, pela censura, pela perseguição a opositores e por graves violações de direitos humanos.
Ao colocar a defesa da democracia entre as principais bandeiras do ato, os participantes associaram a preservação das instituições democráticas ao direito de manifestação, à liberdade de expressão, à organização sindical e à participação popular nas decisões políticas.
A soberania nacional também integrou a pauta, com a defesa da autonomia do Brasil para decidir seus caminhos políticos e econômicos sem interferências externas.
Mobilização mira o segundo turno presidencial
O “Vira Voto” teve ainda um objetivo eleitoral explícito: ampliar o apoio à candidatura de Lula no segundo turno de 2026. A estratégia apresentada pelos organizadores foi levar o debate para as ruas, conversar com eleitores e defender a continuidade do projeto político representado pelo atual presidente.
A iniciativa acompanha a movimentação de entidades estudantis, sindicais e sociais em diferentes regiões do país. Em outubro, a Associação de Docentes da Unicamp (ADunicamp) também aprovou apoio à candidatura de Lula e anunciou ações de mobilização em defesa da universidade pública, do SUS e dos direitos sociais.
Em Limeira, a articulação entre estudantes, sindicatos, partidos e movimentos sociais demonstra a tentativa de reunir diferentes setores em torno de uma agenda política comum, tendo a democracia e a proteção dos serviços públicos como temas centrais.
Democracia, soberania e direitos sociais.
Mais do que uma manifestação eleitoral, a pauta apresentada no ato reuniu questões que atravessam o debate sobre o futuro do país: o papel do Estado na garantia de direitos, o financiamento dos serviços públicos, a valorização do trabalho e a preservação das liberdades democráticas.
A mobilização de Limeira integrou esse cenário de participação política, no qual diferentes grupos sociais buscam influenciar o debate público e apresentar suas prioridades para o próximo governo federal.
A mensagem central da convocação foi a defesa de um Brasil democrático, soberano, com educação e saúde públicas, respeito às liberdades e compromisso com a memória histórica: democracia sempre, direitos para todos e ditadura nunca mais.
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