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Três anos do 8 de Janeiro: lembrar para que não se repita

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Fernando Garayo- Jornalista- Ambientalista- Pós Graduando em Ciências Política- Editor do njnoticias.com.br

Neste 8 de janeiro de 2026, o Brasil marca três anos de um dos episódios mais graves de sua história democrática recente: a tentativa de golpe que culminou na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. Não se trata de uma data para celebração, mas de memória, responsabilidade e alerta permanente.

O que ocorreu em 8 de janeiro de 2023 não foi um “ato isolado”, tampouco um “excesso de manifestantes inconformados”. Foi uma ação organizada, alimentada por meses de desinformação, discursos golpistas e ataques sistemáticos às instituições, sobretudo ao sistema eleitoral. Minimizar esses fatos é compactuar com a erosão da democracia.

Três anos depois, a sociedade brasileira ainda enfrenta a disputa pela narrativa. Há quem insista em relativizar a gravidade do ataque, tentando reescrevê-lo como protesto político ou fruto de “clima emocional”. Essa tentativa de normalização é perigosa. Democracias não morrem apenas por golpes militares clássicos, mas também pelo enfraquecimento gradual das regras, pela tolerância ao autoritarismo e pela conivência com quem flerta com a ruptura institucional.

A resposta do Estado brasileiro, com investigações, julgamentos e condenações, foi fundamental para reafirmar que não há espaço para aventuras golpistas. Ainda assim, o processo está longe de ser apenas jurídico. O 8 de Janeiro expôs feridas profundas: a radicalização política, o uso criminoso das redes sociais, a fragilidade da educação cívica e a responsabilidade direta de lideranças que, mesmo sem empunhar barras de ferro, estimularam o ataque à democracia.

Comemorar os três anos do 8 de Janeiro não é festejar, mas reafirmar um compromisso coletivo. É dizer, de forma clara, que divergências políticas se resolvem no voto, no debate público e dentro da Constituição — nunca pela violência ou pela destruição das instituições.

O Brasil segue em reconstrução democrática. Lembrar o 8 de Janeiro é um ato político no melhor sentido do termo: o de defender a democracia não como retórica, mas como prática cotidiana. Esquecer seria o maior erro. Afinal, golpes não se repetem da mesma forma, mas sempre encontram terreno fértil onde a memória falha e a complacência prospera.

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