Reportagem: Fernando Gaarayo
A área de lazer localizada no CECAP, (Campo de Bocha), que deveria ser um espaço de convivência, brincadeiras e bem-estar, hoje retrata o abandono do poder público. O local encontra-se tomado por mato alto, lixo acumulado, entulho e sinais evidentes de descaso, a poucos metros de onde diariamente circulam crianças pequenas, professores e funcionários da educação. Ao lado fica a EMEIEF Professora Cassiana Maria Soares Lenci, e o Centro Infantil Irmã Maria José de Jesus Silva ((CI)).
O espaço, que no papel foi planejado para atender a comunidade, transformou-se em um terreno insalubre. O mato ultrapassa a altura de uma pessoa em alguns pontos, favorecendo o aparecimento de insetos, animais peçonhentos e roedores. Garrafas, plásticos, entulhos e outros tipos de lixo se misturam à vegetação, criando um cenário de risco permanente.
A situação se torna ainda mais grave pelo fato de o terreno estar colado à creche que abriga crianças em idade pré-escolar, além da escola que atende alunos diariamente. Pais e responsáveis relatam medo constante de acidentes, proliferação de doenças e até da presença de pessoas estranhas utilizando o espaço abandonado durante a noite.
“É revoltante”. A gente deixa nossos filhos aqui confiando que eles estão seguros, mas ao lado tem esse matagal, cheio de sujeira, relata uma mãe que prefere não se identificar.
Moradores da região dizem que já fizeram diversas reclamações aos órgãos responsáveis, mas até agora nenhuma providência concreta foi tomada. Para eles, a falta de manutenção revela uma inversão de prioridades, especialmente em uma área sensível, onde a proteção das crianças deveria ser absoluta.
Especialistas em saúde pública alertam que ambientes com acúmulo de lixo e vegetação sem controle podem se tornar focos de doenças como dengue, chikungunya e leptospirose, além de aumentar o risco de acidentes.
Enquanto isso, a área de lazer segue inutilizada, simbolizando o abandono urbano e a negligência com espaços públicos essenciais. Para a comunidade, a cobrança é clara: limpeza imediata, manutenção regular e a recuperação do espaço, para que ele cumpra sua função social e deixe de representar uma ameaça à segurança e à saúde das crianças.
O presidente da Associação de Moradores do bairro, Adir Xavier de Almeida relatou a nossa reportagem que faz pedidos constantes a prefeitura para manter uma manutenção periódica no local e em outros locais do bairro como o Centro comunitário que passa pelo mesmo problema.
“Constantemente a associação protocola requerimentos pedindo uma atenção para as áreas de utilização da comunidade, mas quando vem fazer a limpeza e capinação faz e depois ficam meses sem a manutenção”. Diz Adir.



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