
Crédito: Câmara de Limeira
O aumento do IPTU e da Taxa de Serviços Urbanos (TSU) segue movimentando o mundo político de Limeira. Cerca de 40 mil assinaturas contrárias à medida teriam sido coletadas em diversos documentos que percorreram pontos da cidade. Uma representação será enviada ao Ministério Público, para que possa ser avaliada.
A situação também impacta a disputa por espaço entre os grupos políticos locais. O governo Murilo Félix reagiu anunciando uma série de medidas para as próximas semanas, incluindo maior velocidade na operação tapa-buracos. A conservação da camada asfáltica tem sido um dos itens mais citados pelos críticos do aumento dos impostos.
A estratégia envolve mais agilizar os anúncios junto a setores da imprensa do que utilizar os canais oficiais. A destinação da área da antiga Garagem Municipal para um espaço de lazer e a retomada de um projeto com o aval do renomado arquiteto Oscar Niemeyer constam de publicações feitas em veículos de imprensa, enquanto o site da prefeitura divulga oficialmente o trabalho de tapa-buracos (veja aqui).
No anúncio dos projetos, há a presença do prefeito Murilo Félix. Porém, sua ausência no debate sobre a elevação do IPTU foi questionada por vereadoras, como Tatiane Lopes e Mariana Calsa.
Ausência nos debates
Nesta terça-feira, 3 de novembro, cidadãos levaram à sessão da Câmara seu descontentamento com essa elevação. O secretário da Fazenda, Valmir Barreira, foi designado pelo governo para falar sobre o tema.
Porém, como Tatiane Lopes disse, há um questionamento da ausência de Murilo dos debates. Parte dos vereadores contrários à medida avalia que as dúvidas são alimentadas pela forma como o projeto de alta dos impostos tramitou na Câmara, com regime de urgência. De forma rápida, acabou aprovada no dia 26 de outubro, gerando um racha entre os parlamentares – foram 12 votos favoráveis votos e 8 contrários.
A medida eleva o valor do IPTU em 15% e a TSU em 33% (a prefeitura fala em 15% e 21%, respectivamente). A União Sindical dos Trabalhadores de Limeira (USTL), que representa uma parcela importante da classe trabalhadora, emitiu nota questionando a decisão, como o NJ mostrou aqui.
Mariana Calsa disse na sessão da Câmara do dia 4 que a questão não é sobre governo e oposição, mas entre prefeitura e contribuinte. A reação contrária ganhou força nas redes sociais. Agora, a análise do caso passará pelo Ministério Público, incluindo eventuais falta de documentos que apontem os impactos financeiros da alta tributária.
O NJ Notícias está aberto a manifestações dos citados no texto.
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