
Este tema fecha o ciclo das discussões anteriores: falamos sobre o crime final (feminicídio), a base (educação/respeito) e o controle invisível (psicológico). Nas últimas semanas, mergulhamos nas raízes do respeito e na urgência de educarmos homens e mulheres para relacionamentos saudáveis. Agora, é hora de falar sobre a “corrente de ouro” que impede muitas mulheres de saírem de ciclos de violência: a dependência financeira e o controle de bens.
Hoje, em nossa coluna Mulher Real, abordaremos um obstáculo que, em pleno 2026, ainda mantém milhares de mulheres presas a lares violentos: a violência patrimonial e econômica.
Muitas vezes, o agressor não precisa levantar a mão para ferir a mulher; ele usa o controle do dinheiro, o bloqueio de cartões, a destruição de instrumentos de trabalho ou a ocultação de bens para imobilizá-la. É a violência que acontece no extrato bancário, mas que dói na alma, pois retira da mulher o direito de decidir seu próprio destino.
O conceito arcaico de que o homem “manda” no dinheiro por ser o provedor precisa ser definitivamente enterrado. Em uma relação equilibrada, o patrimônio do casal é um projeto comum, e a renda individual é um símbolo de autonomia. O homem que usa o poder
financeiro para submeter a companheira está exercendo uma forma clara de abuso de poder. Educar homens para o respeito significa ensiná-los que a liberdade financeira da mulher não é uma ameaça à sua “masculinidade”, mas um pilar de um relacionamento baseado na parceria, e não na servidão.
Muitas vezes escutamos as pessoas dizerem “ela não trabalha” e isso não é uma realidade, uma dona de casa faz o tempo todo o “trabalho invisível” o trabalho doméstico e o cuidado com os filhos e com o marido também geram valor. Muitas mulheres acham que não têm “direito” ao dinheiro porque “não trabalham fora”, quando na verdade sustentam a estrutura do lar para que o parceiro possa trabalhar.
Para a mulher, a independência financeira é, muitas vezes, o seu maior colete à prova de balas. Quando uma mulher não tem recursos próprios para pagar um aluguel ou sustentar os filhos, ela se vê forçada a “perdoar” o imperdoável.
Identifique o abuso: Se ele retém seus documentos, destrói seu celular, controla cada centavo que você gasta ou a impede de trabalhar e estudar, isso é crime previsto na Lei Maria da Penha.
Precisamos de políticas públicas em nossa cidade que incentivem o empreendedorismo feminino e a qualificação profissional. Uma mulher com um ofício e renda própria é uma mulher com voz.
Por outro lado, o crescimento do empreendedorismo em Limeira: segundo dados do Sebrae-SP, o número de microempreendedores individuais (MEIs) em Limeira saltou de 31.620 em 2023 para 34.326 ao final de 2025. Esse crescimento constante mostra que a cidade ruma para o seu bicentenário com um forte perfil empreendedor.
O protagonismo feminino nacionalmente, o Sebrae aponta que o empreendedorismo feminino cresceu 27% na última década, atingindo recordes históricos em 2025/2026. Em Limeira, as áreas com maior concentração de microempreendedores são dominadas ou têm forte presença feminina, como:
- Beleza e Estética: Cabeleireiros e tratamentos de beleza lideram o ranking local (aprox. 1.830 registros).
- Moda: Comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios.
- Serviços e Alimentação: Apoio administrativo e fornecimento de alimentos para consumo domiciliar.
Um dado importante a “Dona de Casa” empreendedora: cerca de 49% das mulheres empreendedoras são chefes de família e a principal fonte de renda de seus lares. O negócio próprio não é apenas um “complemento”, mas a base da dignidade daquela família.
A educação que discutimos anteriormente também passa por aqui: ensinar nossas meninas a cuidarem de seu próprio dinheiro e nossos meninos a respeitarem o trabalho das mulheres. O controle econômico é o cadeado da violência psicológica; quando a mulher conquista sua autonomia financeira, ela encontra a chave para abrir a porta e nunca mais olhar para trás.
Liberdade financeira é dignidade. O respeito não tem preço.
Muitas vezes escutamos as pessoas dizerem “ela não trabalha” e isso não é uma realidade, uma dona de casa faz o tempo todo o “trabalho invisível” o trabalho doméstico e o cuidado com os filhos e com o marido também geram valor. Muitas mulheres acham que não têm “direito” ao dinheiro porque “não trabalham fora”, quando na verdade sustentam a estrutura do lar para que o parceiro possa trabalhar.
Para a mulher, a independência financeira é, muitas vezes, o seu maior colete à prova de balas. Quando uma mulher não tem recursos próprios para pagar um aluguel ou sustentar os filhos, ela se vê forçada a “perdoar” o imperdoável.
Identifique o abuso: Se ele retém seus documentos, destrói seu celular, controla cada centavo que você gasta ou a impede de trabalhar e estudar, isso é crime previsto na Lei Maria da Penha.
Precisamos de políticas públicas em nossa cidade que incentivem o empreendedorismo feminino e a qualificação profissional. Uma mulher com um ofício e renda própria é uma mulher com voz.
Por outro lado, o crescimento do empreendedorismo em Limeira: segundo dados do Sebrae-SP, o número de microempreendedores individuais (MEIs) em Limeira saltou de 31.620 em 2023 para 34.326 ao final de 2025. Esse crescimento constante mostra que a cidade ruma para o seu bicentenário com um forte perfil empreendedor.
O protagonismo feminino nacionalmente, o Sebrae aponta que o empreendedorismo feminino cresceu 27% na última década, atingindo recordes históricos em 2025/2026. Em Limeira, as áreas com maior concentração de microempreendedores são dominadas ou têm forte presença feminina, como:
- Beleza e Estética: Cabeleireiros e tratamentos de beleza lideram o ranking local (aprox. 1.830 registros).
- Moda: Comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios.
- Serviços e Alimentação: Apoio administrativo e fornecimento de alimentos para consumo domiciliar.
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