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Desmatamento na Amazônia cai sob Lula após alta no governo Bolsonaro, apontam dados do INPE.

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Reportagem: Fernando Garayo 

Os números oficiais do desmatamento na Amazônia Legal revelam uma mudança clara de tendência entre os governos de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Dados consolidados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, por meio do sistema Prodes, mostram que o país saiu de um ciclo de alta para uma trajetória de queda nos últimos anos.

Durante o período de 2019 a 2022, sob a gestão Bolsonaro, o desmatamento apresentou crescimento significativo. Em 2019, foram registrados cerca de 10,1 mil km² de floresta derrubada. O número subiu para 10,8 mil km² em 2020 e atingiu o pico em 2021, com aproximadamente 13 mil km² — a maior taxa da década. Em 2022, houve leve recuo, mas o índice ainda permaneceu elevado, em torno de 11,5 mil km².

A partir de 2023, já no governo Lula, os dados indicam reversão desse cenário. O desmatamento caiu para cerca de 9 mil km² no primeiro ano da nova gestão, uma redução superior a 20% em relação ao ano anterior. Em 2024, o índice recuou ainda mais, para aproximadamente 6,3 mil km², e seguiu em queda em 2025, chegando a cerca de 5,8 mil km² — o menor patamar em mais de uma década.

Segundo o INPE, responsável pelo monitoramento oficial, os dados do Prodes medem o corte raso da floresta e são referência internacional para avaliação da política ambiental brasileira. A queda recente também é confirmada por sistemas de alerta como o Deter, que registraram diminuição expressiva nas áreas sob risco de desmatamento.

 Floresta Amazônica: geologia e relevo – Greenpeace Brasil

Especialistas apontam que a diferença entre os períodos está diretamente ligada às políticas públicas adotadas em cada governo, especialmente no que diz respeito à fiscalização ambiental, combate a crimes ambientais e coordenação de órgãos como Ibama e ICMBio.

Apesar da melhora, pesquisadores alertam que os índices atuais ainda estão acima do ideal e que o desafio de zerar o desmatamento ilegal até o fim da década exige continuidade das ações de controle e preservação. Além disso, fatores como queimadas, mudanças climáticas e degradação florestal seguem pressionando o bioma.

A Amazônia brasileira, considerada estratégica para o equilíbrio climático global, continua no centro do debate ambiental e político, com os dados do INPE servindo como principal termômetro da eficácia das ações governamentais no setor.

 

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