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Com 48 seleções, tá mais fácil ganhar a Copa ou completar o álbum de figurinhas?

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Reinaldo dos Santos: jornaleiro acompanha a febre das figurinhas nas últimas 11 Copas
Foto: Divulgação

Uma das tradições em época de Copa do Mundo, o álbum de figurinhas com os jogadores das seleções participantes chega com tudo na disputa de 2026. Houve um aumento no número de países presentes na disputa, que saltou de 32 para 48. Com isso, uma das febres nos anos de disputa ficará mais cara.

Na última edição, no Catar, eram 32 seleções. Agora, serão 48 que se enfrentarão em estádios de 3 países – Estados Unidos, México e Canadá –, entre 11 de junho e 19 de julho.

Com isso, a Fifa bombou também a corrida dos colecionadores. O álbum desse ano terá 980 figurinhas, e eram 670 na copa anterior. Completar o álbum esse ano sem nenhuma “repetida” custará perto de R$ 1 mil.

Mas é justamente a troca que chama a atenção. “A febre sempre vai ter, embora esse ano tenha ficado mais caro”, conta o administrador Arthur Ramos Neto, que coleciona junto com o filho Ícaro.

Reinaldo Febrônio dos Santos é da banca “lV Centenário”, na praça Toledo Barros. “Trabalho em banca desde 1985, portanto essa será a décima primeira Copa do Mundo que eu participo como jornaleiro. Esse ano vai ser diferente justamente pelo aumento da quantidade de figurinhas”, avalia.

O Reinaldo também cita o custo maior. “A compra de envelopes varia muito, mas a média fica entre 10 a 20 envelopes por pessoa”, contou. A IV Centenário manterá a tradição de incentivar as trocas, com a colocação de mesas e cadeiras junto à banca.

Tecnologia ajuda
Adiar a entrada na montagem do álbum pode deixar a coleção mais barata. Porém, para muitos, o interessante é justamente interagir. A tecnologia é parceira, com grupos de WhatsApp em Limeira trazendo anúncios de “repetidas” e pedidos de “faltas”. Um aplicativo específico ajuda a controlar a coleção, tarefa que também pode ser feita usando uma planilha em PDF.

A comercialização também está mais acirrada. A empresa detentora dos direitos ampliou o número de pontos de vendas. “Nós trabalhamos com os produtos da Panini e, agora que realmente poderíamos faturar mais, eles fizeram isso. Até em lotérica colocaram álbuns”, diz Reinaldo.

Arthur iniciou a coleção de 2026 aproveitando uma promoção na “IV Centenário” com vários pacotes de figurinhas em que o álbum saiu quase de graça. Os pacotes custam R$ 7 e o álbum, R$ 24,90. Os “cards” e os “legends” também são cobiçados, além de haver quem prefira o álbum “capa dura”.

Haverá atualizações no conteúdo, provavelmente após a primeira fase da Copa. A página do Brasil será uma das mais alteradas, já que os jogadores Eder Militão, Rodrygo e Estevam desfalcam a equipe por contusão. A brincadeira que rola entre os colecionadores é que “Neymar não está entre os legends”.

Idosos e jovens, juntos
A prática junta amigos e familiares. Diante das figurinhas, idosos e jovens falam de craques do passado e do presente, ou até arriscam um palpite de quem será o melhor jogador da Copa.

Na escola, a febre ainda gera dúvidas. Algumas proibiram trocas ou mesmo “bater bafo”.

“Os casos variam, mas pode ser uma oportunidade de falarmos de regras para crianças e adolescentes. Uma delas é que a troca deve ocorrer no intervalo, e não pode deixar de ir ao banheiro ou se alimentar, por exemplo, para ficar buscando a figurinha que falta”, avalia a psicóloga Caroline Mansur.

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