Por Fernando Garayo- Jornalista e Cientista Politícco

Mais de 33 milhões de brasileiros deixaram de votar no primeiro turno. São milhões de vozes que não participaram diretamente da escolha dos rumos do país. Agora, diante de uma disputa que pode definir o futuro de milhões de famílias, é hora de fazer um apelo à consciência de cada cidadão: não deixe que outros decidam por você!
O Brasil nunca precisou tanto da participação de seu povo como agora. Não se trata apenas de escolher um candidato. Trata-se de decidir qual país queremos construir, quais direitos pretendemos preservar e que futuro desejamos deixar para nossos filhos e netos.
Por isso, a convocação é direta: volte às urnas, exerça seu direito e transforme sua indignação em participação democrática!
Vote pelo SUS. Vote pela educação dos seus filhos!
Vote pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que atende milhões de brasileiros, oferece vacinação, consultas, exames, cirurgias e atendimento de emergência. Para quem não tem condições de pagar um plano de saúde, o SUS representa muito mais do que uma política pública: representa a possibilidade de receber atendimento médico independentemente da renda.
Vote pela universidade pública, gratuita e de qualidade. Pense nos seus filhos e netos, nos jovens que sonham em conquistar um diploma, mudar de vida e construir um futuro melhor sem que a falta de dinheiro seja uma barreira intransponível.
A educação pública é um instrumento de transformação social. Defender a universidade pública é defender a oportunidade de uma família trabalhadora ver seus filhos chegarem mais longe do que ela própria conseguiu chegar.
Quem depende dos serviços públicos precisa pensar muito bem antes de entregar o futuro do país a projetos que possam enfraquecê-los.
Vote pela sua aposentadoria e pelos direitos trabalhistas!
Se você acorda cedo, pega ônibus, enfrenta uma jornada de trabalho e chega em casa cansado, precisa compreender o peso de sua escolha eleitoral.
Vote pensando na sua aposentadoria, no valor do benefício que garantirá seu sustento quando a idade ou a saúde já não permitirem trabalhar como antes. Vote pelos direitos trabalhistas, pelo salário digno, pelas férias, pelo décimo terceiro, pelo descanso e por condições humanas de trabalho.
Pergunte a si mesmo: o que o trabalhador comum tem a ganhar apoiando um projeto político que defenda a retirada de garantias, a flexibilização de direitos e a redução da proteção social?
Os grandes empresários e os setores mais ricos da sociedade têm seus próprios interesses, suas estratégias econômicas e seus representantes políticos. É legítimo que defendam suas posições dentro da democracia. Mas o trabalhador assalariado também precisa reconhecer seus próprios interesses.
Quem vive do salário não pode votar como se dependesse dos lucros de um grande empresário. Quem precisa da Previdência não pode ignorar o futuro da aposentadoria. Quem trabalha para sobreviver não pode abrir mão de seus direitos sem antes perguntar quem pagará a conta.
O seu voto precisa defender a sua vida, a sua família e a sua dignidade.
Vote pelos programas sociais e por quem mais precisa!
Vote pensando nas famílias que precisam de programas de transferência de renda para colocar comida na mesa, nos brasileiros que lutam contra a fome e nas crianças que merecem crescer com alimentação, saúde e oportunidades.
Programas sociais não devem ser tratados como favor de governante. São instrumentos de combate à pobreza, de redução das desigualdades e de promoção da dignidade humana. Uma sociedade verdadeiramente desenvolvida não abandona quem enfrenta dificuldades; cria condições para que as pessoas possam viver com autonomia e dignidade.
Antes de votar, examine as propostas, os históricos e os compromissos de cada candidatura. Descubra quem pretende ampliar oportunidades e quem apresenta medidas que podem colocar em risco a proteção de milhões de brasileiros.
Não vote movido apenas pelo ódio, por notícias falsas ou por promessas repetidas nas redes sociais. Vote com consciência, informação e responsabilidade.
Vote pela democracia e pela soberania nacional!
A democracia não se resume ao direito de escolher governantes. Ela significa poder discordar, criticar, protestar, organizar sindicatos, fiscalizar o poder público e viver em um país onde a Constituição esteja acima da vontade de qualquer líder político.
A soberania nacional significa que o Brasil deve decidir seus próprios caminhos, defender seus interesses e preservar sua independência. Nenhum projeto político pode colocar os interesses de outros países acima da vontade do povo brasileiro.
É nesse contexto que precisamos discutir os riscos representados pelo crescimento da extrema direita autoritária. Quando a política transforma adversários em inimigos, ataca instituições, desacredita as eleições e trata a liberdade de imprensa como obstáculo, à democracia precisa ser defendida com firmeza.
Chamar atenção para esses riscos não significa proibir opiniões diferentes. Significa reconhecer que a democracia exige limites ao poder, respeito às leis e compromisso com os direitos fundamentais.
O Brasil não pode trocar a liberdade conquistada por promessas autoritárias, nem permitir que o ódio político se torne o combustível de um projeto de poder.
Mais de 33 milhões de brasileiros ainda podem fazer a diferença
Segundo dados divulgados pela Agência Brasil com base nos números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno de 2026, o equivalente a 21,08% do eleitorado. Foi o maior índice de abstenção em uma eleição geral desde 1998.
Esses brasileiros não formam um grupo com uma única opinião política. Há pessoas que enfrentaram dificuldades de transporte, problemas de saúde, desânimo, descrença nos políticos ou simplesmente optaram por não comparecer. Não podemos presumir como cada uma votaria.
Mas há algo que todos precisam saber: quem não votou no primeiro turno ainda pode participar do segundo, desde que esteja com a situação eleitoral regularizada.
Por isso, este é o momento de conversar com a família, os amigos, os vizinhos e os colegas de trabalho. Não para impor uma escolha, mas para mostrar que a participação eleitoral tem consequências concretas sobre a vida de todos.
O voto de quem depende do SUS importa. O voto de quem sonha com a universidade pública importa. O voto de quem trabalha seis dias por semana, sustenta os filhos e espera uma aposentadoria digna importa. O voto de quem precisa de programas sociais importa. E o voto de quem não aceita ver a democracia ameaçada também importa.
Não permita que o cansaço, a desesperança ou a sensação de que nada muda decidam por você.
Entre para a história pela força do seu voto!
O Brasil é maior do que qualquer partido, família política ou liderança individual. Nossa história foi construída por trabalhadores, estudantes, professores, profissionais da saúde, movimentos sociais e cidadãos anônimos que lutaram por direitos, liberdade e justiça.
Agora, cada eleitor tem a oportunidade de participar da construção do próximo capítulo dessa história.
Não é preciso pegar em armas, enfrentar inimigos nas ruas ou se submeter a qualquer líder. Em uma democracia, a força do cidadão está na consciência, na participação, na solidariedade e no voto livre.
Por isso, a convocação está feita: se você ficou em casa no primeiro turno, compareça no segundo. Vote pelo SUS, pela educação dos seus filhos, pela sua aposentadoria, pelos direitos trabalhistas, pelos programas sociais, pela democracia e pela soberania do Brasil.
Vote contra qualquer projeto que, na sua avaliação, ameace esses direitos. Informe-se sobre as propostas, confira os fatos e faça uma escolha consciente.
Que cada brasileiro compreenda a importância deste momento e assuma sua responsabilidade com o futuro do país.
Entre para a história do Brasil como um soldado da democracia — não com armas, mas com a coragem de votar, defender a Constituição e impedir que o autoritarismo destrua nossas conquistas.
Porque o voto de cada cidadão pode ajudar a definir o país que deixaremos para as próximas gerações.
O BRASIL PRECISA DE VOCÊ. A DEMOCRACIA PRECISA DO SEU VOTO. NÃO FIQUE EM CASA!
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