
(Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação e Afins)
Quero partir do princípio de que todas as pessoas têm objetivos na vida, sejam eles profissionais ou pessoais, e que, na maioria das vezes, dependem do sucesso profissional para atender aos seus objetivos pessoais. Quando decidimos claramente nossos objetivos, precisamos traçar um plano.
Vamos imaginar que os objetivos que eu quero alcançar dependem do meu sucesso profissional: será inevitável começar a pensar em um plano que envolva mais pessoas, se tornando uma estratégia coletiva. Seja a decisão de entrar em uma empresa ou montar sua própria empresa, será preciso trabalhar com pessoas que pensam e são diferentes.
Fiz estas considerações para entrar propriamente no objetivo, que é falar do 1º de Maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. Alguém tinha um objetivo quando ocorreu o primeiro movimento trabalhista em Chicago, nos EUA, em 1886. Este objetivo inicial era trabalhar menos horas – afinal, trabalhava-se 14, 16 horas por dia.
O que esta pessoa, que tinha esse objetivo, fez? Compartilhou tal objetivo com outras pessoas, que passaram a apoiar, porque trabalhar menos horas passou a fazer parte também de seus objetivos. E, quando entenderam que o objetivo de trabalhar menos horas dependia de uma adesão coletiva, passaram a despertar mais pessoas para se interessarem no objetivo de trabalhar menos horas.
Despertou-se a consciência de classe e, assim, foram deflagradas diversas greves, não só nos EUA mas em vários países, porque a redução d ajornada de trabalho se tornou um objetivo universal da classe trabalhadora.

Tenho refletido muito sobre a dificuldade para aprovar no Congresso Nacional a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário, com 2 folgas semanais e o fim da escala 6×1. Estou convicto de que atender este pleito da classe trabalhadora é simplesmente fazer com que os detentores do Capital paguem parte de uma dívida que se acumula desde 1988 até o presente momento, em detrimento daqueles que trabalham.
Causa indignação ouvir representantes empresariais dizendo que a redução da jornada de trabalho deve se dar através das negociações coletivas de trabalho, sendo que eles nunca quiseram discutir esta pauta. A redução da jornada de trabalho vai acontecer, e se não for por força da lei, será pela força do trabalho, porque a classe trabalhadora, que constrói a riqueza deste país, já decidiu. A Marcha em Brasília deu o recado para os empresários e seus subordinados no Congresso.
Parabéns a todos os trabalhadores e trabalhadoras pelo seu dia. Que a consciência de classe seja reavivada neste 1º de Maio.
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