Cansaço ao subir escadas, dificuldade para levantar da cadeira ou sensação de que as sacolas de compras estão mais pesadas podem ser sinais de sarcopenia. Associada ao envelhecimento, a condição é caracterizada pela perda progressiva de massa muscular e força, aumentando o risco de quedas, fraturas e perda da autonomia.
Apesar de ser mais comum com o avanço da idade, a sarcopenia pode ser prevenida e tratada em qualquer fase da vida. A informação é da fisioterapeuta da Hapvida, Ariane da Rocha.
“A perda progressiva de massa muscular e da força acompanha o envelhecimento. A qualidade do músculo se altera dos 30 aos 80 anos”, explica. “A pessoa passa a sentir dificuldades em tarefas cotidianas. Ao contrário do que muita gente pensa, perder força não é normal da idade; é um sinal de que o corpo precisa de cuidado.”
A fraqueza muscular compromete o equilíbrio e os reflexos protetores, tornando o risco de quedas até três vezes maior e favorecendo a dependência funcional.
No Brasil, cerca de 28 milhões de pessoas são idosas, e a prevalência de sarcopenia entre indivíduos com mais de 60 anos varia entre 15% e 17%, segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Fatores como sedentarismo, má alimentação e doenças crônicas contribuem para o aumento dos casos.
A boa notícia é que os músculos continuam respondendo aos estímulos mesmo na terceira idade. Um estudo do American College of Sports Medicine mostrou que pessoas entre 60 e 90 anos ainda podem ganhar força por meio da prática de exercícios físicos. “Nunca é tarde para ganhar força e recuperar a autonomia”, afirma Ariane.
Vida saudável
A adoção de hábitos saudáveis é fundamental para prevenir ou reverter o quadro. “Há práticas diárias básicas que ajudam nesse processo. Devemos consumir de oito a dez copos de água por dia, fazer três refeições principais e incluir dois lanches saudáveis”, recomenda a fisioterapeuta.
Dormir entre sete e nove horas por noite e praticar pelo menos 30 minutos de atividade física, cinco vezes por semana, também fazem parte das recomendações. A saúde mental também merece atenção. “Manter a mente ativa, o coração tranquilo e ter uma vida com propósito reduzem os riscos da doença”, destaca.
Consultas médicas regulares e, quando necessário, sessões de fisioterapia complementam os cuidados. “A fisioterapia se adapta à capacidade clínica de cada idoso e respeita os limites do envelhecimento”, explica Ariane.
O tratamento combina exercícios como agachar, levantar, caminhar e subir degraus, promovendo ganho de força e massa muscular, além de reduzir a incidência de quedas.

Crédito: Divulgação
Descubra mais sobre NJ Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






