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Violência contra a mulher gera mil medidas protetivas em Limeira; advogada defende proteção maior

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Aline, André e Fernando, em programa de rádio
Crédito: Divulgação

Os números da violência contra a mulher assustam em Limeira. A Justiça já determinou perto de mil medidas protetivas para mulheres, que ainda estão em vigor no município. Em média, outros 5 pedidos diários de proteção são registrados na cidade.

Todos os meses, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município elabora 128 boletins de ocorrências desse tipo. Os dados são da Prefeitura de Limeira, numa questão também é nacional.

“Apoio a criação de vilas ou casas-abrigo seguras para as mulheres. Também vejo como uma importante alternativa a implantação de grupos reflexivos para reeducação de homens agressores e o reforço no uso do ‘Botão do Pânico’”, relata Aline Diniz, advogada especialista em Direito das Mulheres e candidata a Deputada Federal pela Rede Sustentabilidade.

Atuando na região, já que é de Cosmópolis, Aline falou do tema no programa “A Hora do Trabalhador”, da União Sindical dos Trabalhadores de Limeira (USTL). Apresentado pelo jornalista André Montagner na Rádio Educadora, o programa do dia 7 de agosto contou com a participação do também jornalista Fernando Garayo, editor do portal NJ Notícias, para debater os 20 anos da Lei Maria da Penha.

O debate incluiu a 4º edição do Concurso de Redação e Desenhos da USTL, que teve 5.311 trabalhos inscritos com o tema “violência contra a mulher”. Voltado aos estudantes das escolas de Limeira, o concurso lembrou Ingrid Corrêa, vítima de feminicídio em um bar da cidade em 2024.

Ingrid, de 23 anos, foi morta a facadas por seu ex-companheiro, que tirou a própria vida em seguida. Este ano, a cidade já soma 3 tentativas de feminicídio.

Patrulha Maria da Penha

“A escalada da violência doméstica gera desafios no amparo às vítimas”, avaliou Aline. Falta estrutura das redes de proteção, e um exemplo disso é o reduzido número de viaturas da Patrulha Maria da Penha, da Guarda Municipal de Limeira.

Para Fernando Garayo, dirigente do partido Rede Sustentabilidade, o governo estadual deveria investir mais em ações similares ao Vila Dignidade, que garante moradia assistida e gratuita de idosos em situação de vulnerabilidade. “Ter um programa parecido para as mulheres vítimas de violência seria fundamental. Muitas vezes, elas querem romper os laços, mas não têm para onde ir”, contou Garayo.

“Concursos como o da USTL são um recurso eficiente, que ajuda a desconstruir a violência doméstica desde a juventude”, disse Aline. A Lei Maria da Penha abrange também a agressão psicológica, moral, sexual e patrimonial, estendendo-se a relações familiares – como agressões contra idosas, mães e mulheres trans, completou a advogada.

Assista ao programa de rádio na íntegra aqui no Youtube.

Canais de denúncia
. Lia por Elas, da Prefeitura de Limeira – WhatsApp (19) 98416-0156.
. Guarda Civil Municipal (GCM-Limeira) – telefone 153
. Polícia Militar- telefone 190
 . Central de Atendimento à Mulher – telefone 180
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